Abertura de ‘janela partidária’ depois do Carnaval movimentará cenário político
Troca troca de legendas provocará modanças no cenário da disputa eleitoral no estado
O distanciamento do bolsonarismo imposto pelo Cidadania como condição para criar a federação com o PSDB deve apressar a saída do senador Roberto Rocha do rol tucano. O senador ainda está filiado ao partido que tem em seus quadros o vice-governador Carlos Brandão, de saída para o PSB. Como senador, eleito pelo sistema majoritário, Roberto Rocha assim como Brandão têm a prerrogativa de mudar de legenda a qualquer momento.
A movimentação de troca de partido será intensificada na próxima semana com a abertura da ‘janela partidária’, período que detentores de mandatos proporcionais de mais de 30 partidos registrados na Justiça eleitoral podem trocar de legenda sem ameaças de cassação. Oficialmente a janela se abre no dia 3 de março e se estende até 1º de abril.
Na Câmara, 11 legendas detêm 406 assentos, o que corresponde a quase 80% da Casa: PSL, PT, PL, PP, PSD, MDB, PSDB, Republicanos, PSB, DEM e PDT. Com a criação do União Brasil, fusão do PSL com DEM, houve uma importante alteração no quadro.
Como aliado de Bolsonaro, Roberto Rocha tem o PL como caminho natural, mas esbarra no pulso forte do deputado federal Josimar Maranhãozinho. Na semana passada os dois dialogaram sobre o contexto político do Maranhão que passa pelo comando do partido do presidente no Estado. A relação harmoniosa pode se limitar à foto divulgada, pois Roberto tem a preferência do Palácio do Planalto. O fato real será revelado no movimento que se inicia depois do carnaval.