ÁUDIO: Conheça o Museu do Reggae, em São Luís, único museu dedicado ao ritmo do Brasil

São Luís agora possui o título de Capital Nacional do Reggae.

Com milhares de visitantes a cada mês, o Museu do Reggae do Maranhão é o único equipamento cultural destinado ao ritmo no país e fortalece a salvaguarda da memória dessa importante manifestação cultural na cidade de São Luís, que agora possui o título de Capital Nacional do Reggae, sancionado pelo presidente em exercício Geraldo Alckmin, na última terça-feira (12), a partir do Projeto de Lei nº 81, de 2020.

Confira a reportagem de Daniel Amorim:


O diretor do Museu do Reggae, Ademar Danilo, definiu o título oficial concedido pela Presidência da República como mais uma conquista do ritmo no processo de resistência e reconhecimento cultural. O gestor frisou o impacto da medida para o fortalecimento do turismo e, também, para o aquecimento da economia.

“Esse título fortalece o movimento e fortalece o turismo, o que por consequência fortalece a cultura e a economia. Uma das partes mais importantes do reggae é compreender que ele sustenta milhares de famílias através da economia da festa e de outros setores da sua cadeia produtiva, como a moda e o artesanato”, observou.


O Museu do Reggae conta com cinco ambientes. Na Sala dos Imortais, o espaço busca homenagear os grandes nomes do reggae maranhense que já morreram. Nos outros quatro ambientes, homenageia-se os tradicionais clubes de reggae de São Luís: Clube Pop Som, Clube Toque de Amor, Clube União do BF e Clube Espaço Aberto.

Relíquias do reggae

Além da história do ritmo, o Museu do Reggae do Maranhão guarda relíquias como a primeira guitarra da banda maranhense Tribo de Jah, usada pela banda em mais de 20 países, fazendo parte da história do grupo. Encontra-se presente a radiola “Voz de Ouro Canarinho”, de Edmilson Tomé da Costa, mais conhecido como Serralheiro, que foi um dos pioneiros do reggae no estado e disseminador do gênero musical nos anos de 1970.

O Museu do Reggae está aberto para visitação de terça-feira a sábado no horário das 9h às 18h e aos domingos das 9h às 13h. As visitas contam com a presença de monitores preparados para contar a história do acervo e que dominam a linguagem em libras, inglês e francês.