ÁUDIO: Rubens Pereira Júnior afirma que a tentativa de golpe fracassou e que as punições estão em curso
Deputado reeleito concedeu entrevista à Central de Notícias.
O deputado federal reeleito Rubens Pereira Júnior (PT) disse nesta terça-feira, 10, que a tentativa de golpe no domingo, 8, fracassou e que as instituições democráticas do país demonstraram serem resistentes e coesas.
Confira a entrevista em áudio na íntegra:
“O plenário da Câmara não foi tão destruído, porque a Polícia Legislativa fez um grande trabalho na Câmara dos Deputados. Ainda assim teve a depredação de algumas salas, de corredores, de algumas partes da Câmara. No Senado, a Polícia Legislativa não reagiu da mesma forma. A depredação do Senado foi ainda maior. Tanto assim que a sessão do Senado será somente hoje (nesta terça) às 9 da manhã. Independente disso o legislativo dá a seguinte resposta: as nossas instituições funcionam e não dependem de parede com tijolo e cimento. Nossas instituições são mais fortes do que isso”, afirmou o deputado petista.
Rubens Júnior foi indicado pelo presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL) para relatar na Comissão de Constituição e Justiça o parecer sobre o pedido de intervenção do Governo Federal na Segurança Pública do Distrito Federal.
“A secretaria de segurança pública do Distrito Federal tinha o dever de garantir a integridade das sedes dos poderes constituídos do país, a preservação da Praça dos Três Poderes. Era Congresso Nacional, Suprema Corte e Palácio do Planalto. Infelizmente, não foi possível se garantir. Era uma crise anunciada”, disse Pereira Júnior.
O governo federal, com seu sistema de informação, repassava essas informações para o sistema de segurança do DF que tinha um plano para evitar que os manifestantes chegassem até lá. E, no dia, houve uma mudança nesse planejamento ocasionando os atos de terrorismo, vandalismo, atos criminosos e lamentáveis que vimos.
No entendimento do parlamentar maranhense, “a intervenção começou a produzir efeito, de imediato”. Ele destacou que “uma hora depois da intervenção já havia sido desocupado o Supremo, o Palácio do Planalto e também o Congresso Nacional. O mais importante é quando se compara as consequências dos atos terroristas após a diplomação do presidente Lula e após esse fatídico dia 8.”
O deputado compara os dois episódios de vandalismos recentes promovidos por bolsonaristas. “Após a diplomação tocaram fogo em vários carros aqui em Brasília. Era bomba, era manifestante e ninguém soube da prisão de ninguém. Ficou por isso mesmo. Nessa reincidência, quando há intervenção já temos mais de 1500 presos, mais de 90 veículos apreendidos. E, a partir da prisão e apreensão do veículo se pode identificar o nome de todos os passageiros e identificar quem pagou esse transporte”.
Rubens Pereira Júnior considera a intervenção uma medida absolutamente excepcional. “A intervenção é um ato administrativo complexo. Ela é requerida pelo presidente da República. A partir daquele momento começa a produzir efeito, mas precisa ter um aval, autorização do Congresso Nacional , onde estão os legítimos representantes do povo. O Congresso Nacional pode mesmo suspender a intervenção. Nenhum ente gosta de intervir no outro. Em alguns casos é necessário. Nesse caso específico foi indispensável a decretação da intervenção”, relatou.