Famílias desalojadas realizam protesto na BR-010 em Imperatriz
O protesto é por conta do descaso da empresa responsável pelo loteamento Colina Park
Moradores que tiveram suas casas alagadas por causa da cheia do rio Tocantins, no residencial Colina Park, na cidade de Imperatriz, realizaram um protesto na manhã desta quarta-feira (12) e fecharam parte da BR-010, ateando fogo em pneus.
O protesto é por conta do descaso da empresa responsável pelo loteamento. Os moradores perderam diversos móveis por conta dos alagamentos.
Por meio de nota, a empresa Casa e Terra Empreendimentos Imobiliários, responsável pelos loteamentos Colina Park em Imperatriz, afirmou que "a empresa está presente em auxílio à sua clientela desde os primeiros momentos, disponibilizando ajuda logística por meio de caminhões, barcos e equipes de apoio para auxiliar no socorro e transportes de bens".
A Casa e Terra disse, ainda, que "entende que a situação de cheias enfrentadas em vários estados brasileiros é grave, não sendo diferente na cidade de Imperatriz e São Miguel, o que levou a decretação do estado de emergência , dessa forma, não medirá esforços para buscar soluções para o bem-estar dos seus clientes".
Ainda segundo a empresa, "buscando manter a transparência em suas ações a empresa montou uma central de atendimento para prestar esclarecimentos e manter uma linha direta de informações com todos os atingidos. Os clientes atingidos poderão fazer contato pelo seguinte telefone 61/WhatsApp: 61 99848-8459".
Em Imperatriz, o nível do rio Tocantins ficou estável, nessa terça (11), na marca de 9,80 metros, aproximadamente três metros acima da cota de inundação. No município, 244 famílias estão desabrigadas ou desalojadas.
Já na cidade de Mirador, onde uma forte inundação no dia 4 de janeiro deixou a cidade em situação de calamidade pública, o Rio Itapecuru apresenta tendência de baixa. Porém, de acordo com o Corpo de Bombeiros, o rio ainda acumula grande volume, marcando o nível de 4,70 metros. Alguns povoados do município ainda se encontram isolados por causa da enchente.
Nas cidades de Trizidela do Vale e Pedreiras, o nível do Rio Mearim se encontra próximo da cota de inundação.
Bombeiros da 13ª Companhia Independente de Bombeiro Militar (CIBM) e agentes das prefeituras já trabalham na retirada de algumas famílias dos locais de maior risco e quase cem abrigos públicos já estão prontos para ocupação.