Flávio Dino volta atrás e retira indicação de Edmar Camata para direção da PRF

Edmar Camata, anunciado por Dino como diretor-geral da corporação, já compartilhou publicações contra Lula.

O futuro ministro da Justiça e Segurança Pública e ex-governador do Maranhão Flávio Dino (PSB) voltou atrás em seu anúncio dessa terça-feira (20/12) e, em menos de 24 horas, retirou a indicação de Edmar Moreira Camata para a diretoria-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Para o cargo, Dino indicou Antônio Fernando Oliveira, policial rodoviário federal desde 1994 e que foi superintendente da corporação no Maranhão.

O nome de Camata desagradou a gestão petista, que conhecia o policial por ser um apoiador da operação Lava Jato. A força-tarefa, encabeçada pelo então juiz Sergio Moro, investigou e condenou o futuro presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Nós tivemos uma polêmica nas últimas horas e o entendimento meu e da minha equipe foi que seria o mais adequado proceder essa substituição”, justificou Dino. “Preciso de uma equipe que, além de unida, tenha todas as condições de levar o seu trabalho adiante. Qualquer que seja o dirigente que esteja cercado de polêmicas, é muito difícil que, em uma área sensível, o dirigente consiga se dedicar com a largueza e a profundidade necessária. Esta foi a razão da substituição”.

O futuro ministro ressaltou que sabia que Camata tem perfil lavajatista, mas que não considerou tal critério na escolha para a PRF. “Não se trata de um julgamento pretérito, mas à existência de condições políticas para liderar a equipe. Em face da polêmica, não reuniria condições para liderar a equipe”, ressaltou.

Dino ainda garantiu que o recuo no nome de Camata não se deve a uma interferência de Lula e assumiu toda a responsabilidade em fazer a substituição.