Greve dos rodoviários na Grande São Luís completa 4 dias sem acordo

Terceira reunião está prevista para à tarde desta segunda-feira (25)

Após terminar sem acordo duas audiências de conciliação, realizadas nesse sábado (23), os motoristas decidiram continuar a paralisação.

A greve dos rodoviários do transporte coletivo na Grande São Luís continua neste domingo (24). Já são quatro dias de paralisação total do serviço, após uma audiência entre os rodoviários e empresários terminar sem acordo nesse sábado (22).

São Luís deve amanhecer sem ônibus nesta segunda-feira (25), porque somente à tarde, por volta das 15h, é que haverá uma terceira audiência de mediação coletiva entre rodoviários e empresários do setor de transporte coletivo na sede Ministério Público do Trabalho no Maranhão (MPT-MA).

REIVINDICAÇÕES

Os trabalhadores rodoviários pedem:

- 13% de reajuste salarial;
- jornada de trabalho de seis horas
- tíquete de alimentação no valor de R$ 800;
- manutenção do plano de saúde e a inclusão de um dependente;
- a concessão do auxílio-creche, para trabalhadores com filhos pequenos.

REUNIÃO

Neste sábado (22), uma reunião entre patrões e empregados foi realizada na sede do Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (TRT Maranhão), na tentativa de por fim à greve. 

A reunião teve início às 10h e terminou as 14h, sem acordo entre patrões e empregados.

Na audiência, a Prefeitura de São Luís se comprometeu em realizar e concluir estudo para estabelecer um auxílio emergencial para o setor de transporte, mas condicionou a proposta ao fim da greve, o que não foi aceito já que o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado do Maranhão (STTRMA) não poderia se comprometer vez que ainda precisava convocar uma assembleia geral para deliberar sobre a proposta.

O retorno dos trabalhadores isentaria os sindicatos das multas e do bloqueio nas contas durante o período em que estivessem sendo cumprindo o acordo.

Na falta do acordo, ficam mantidas todas as decisões anteriores, incluindo multa diária de R$ 50 mil e bloqueio de contas.