Julgamento de Lucas Porto chega ao 3º dia com novos depoimentos

Porto está sendo julgado pela acusação de ter violentado sexualmente e assassinado a publicitária Mariana Costa, de 33 anos.

O julgamento de Lucas Leite Ribeiro Porto já dura três dias e nesta sexta-feira, 2, devem ocorrer oitivas de novas testemunhas. A sessão do Júri Popular teve início no último dia 30, no Fórum Desembargador Sarney Costa, no Calhau. Porto está sendo julgado pela acusação de ter violentado sexualmente e assassinado a publicitária Mariana Menezes de Araújo Costa Pinto, de 33 anos, então cunhada dele. O crime ocorreu no dia 13 de novembro de 2016, no apartamento da vítima, localizado no bairro Turu.

No total, serão ouvidas 23 testemunhas, entre acusação e defesa, durante o julgamento, que está sendo presidido pelo juiz titular da 4ª Vara do Tribunal do Júri, José Ribamar Goulart Heluy Júnior. Somente no primeiro dia de audiência foram ouvidas quatro testemunhas. Ontem, a sessão também foi marcada pelas oitivas de testemunhas.

Processo
O crime ocorreu no dia 13 de novembro de 2016 e a denúncia, formulada pelo Ministério Público, foi recebida pela Justiça no mês de dezembro do mesmo ano. Audiência de instrução ocorreu no dia 16 de março de 2017 para o depoimento das testemunhas, tendo continuidade em 18 de maio de 2017, para o interrogatório do réu.

Na audiência, o juiz Ribamar Goulart Júnior instaurou incidente de insanidade mental arguido pela defesa do acusado e Porto foi submetido a exame de sanidade mental, no Hospital Nina Rodrigues, localizado no Monte Castelo. No dia 25 de outubro de 2018 houve mais uma audiência de instrução, no fórum do Calhau, para ouvir outras testemunhas, inclusive o médico João Batista Silva Júnior, que atendeu a vítima no dia do crime.

Após essa audiência de instrução, o magistrado pronunciou Lucas Porto ao julgamento perante o júri popular. O juiz negou ao réu o direito de aguardar o recurso em liberdade. O júri foi marcado para o dia 24 de fevereiro deste ano, mas, foi adiado para o dia 24 de maio devido faltar os laudos das perícias requeridas pela defesa e os peritos ainda não haviam respondido os quesitos de outro laudo que a defesa apresentou. No dia 24 de maio não ocorreu o julgamento, porque o advogado de defesa, Ricardo Ponzetto, deixou o plenário e o júri foi remarcado para o dia 30 de junho deste ano.