Obras da Igreja do Desterro devem ser concluídas em dezembro

Os serviços incluem restauro da fachada e laterais, restauração das esquadrias, troca de todo o piso interno danificado, troca dos sistemas elétricos e hidráulicos e da cobertura.

A Igreja de São José do Desterro, no Centro Histórico de São Luís, está sendo revitalizada pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secma). As obras, que começaram em setembro, estarão concluídas em dezembro deste ano, quando o espaço será entregue revitalizado à população, sobretudo aos moradores do bairro do Desterro, que usam a igreja para atividades religiosas e comunitárias. O imóvel não passava por restauração há mais de uma década. 

Por conta da reforma, as missas que acontecem às quarta-feira, às 19h, e no domingo, às 7h, foram suspensas, mas serão retomadas em dezembro.

Além das atividades religiosas, o local é configurado, também, como um espaço cultural, aberto para visitação. É um anexo do Museus Histórico e Artístico do Maranhão (MHAMA), órgão da Secma. Essa padronização é resultado de um contrato, em regime de comodato, celebrado entre o Governo do Estado e a Arquidiocese de São Luís. Por meio desse contrato, o Governo do Estado é responsável pelos serviços de segurança, limpeza e conservação. 

Restauro

A Igreja do Desterro fica em uma área de tombamento do Governo Federal, mas o Governo do Maranhão está realizando as obras de manutenção predial completa, com recursos próprios. 

Os serviços incluem restauro da fachada e laterais. A igreja apresenta uma única torre sineira, à esquerda e de base quadrangular, encimada por coruchéus ligados por grades de ferro com a data “1868” na frente. A presença dos bulbos no frontão faz com que a igreja seja erroneamente classificada como bizantina. Todo esse conjunto arquitetônico está sendo cuidadosamente revitalizado. 

Faz parte, também, do trabalho de restauro a área das cinco janelas voltadas para área externa, sendo as três centrais posteriores ao restante da fachada, assim como a torre; a porta central, ladeada por nichos; e duas outras portas encimadas por óculos. 

Estão sendo feitas, também, a restauração das esquadrias, troca de todo o piso interno danificado, troca dos sistemas elétricos e hidráulicos e da cobertura. O trabalho é cuidadoso, pois, no interior da nave central, o piso é de lajotas de barro cozido, e o teto, em abóbada de berço. O altar-mor tem piso de cantaria e retábulo do século XIX, em estilo neoclássico.