Pastor Gil diz que proposta de Hildo Rocha sobre topless está fora das prioridades do país
Projeto de Lei permite que mulheres dispensem a parte de cima do biquíni em locais de banho sem enquadramento em crime.
O deputado Pastor Gil (PL) é contrário à proposta do deputado Hildo Rocha (MDB) de legalizar o topless no Brasil. Rocha apresentou a proposta (PL 413/2022) antes do período do Carnaval na Câmara Federal e aguarda despacho do presidente da Mesa Diretora, deputado Arthur Lira (PP-AL).
“Como cristão evangélico e Pastor da Assembleia de Deus, por óbvio, não tenho como ser a favor da proposta em questão. O que ganhamos com isso? No que as famílias brasileiras, as maranhenses serão beneficiadas? Para além disso, entendo que debater sobre ficar nu não deve ser a prioridade, nem agora, nem nunca, principalmente diante de tantos problemas reais que enfrentamos”, declarou o deputado Pastor Gil.
A proposta do deputado Hildo Rocha altera o Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940, o Código Penal, dispondo que não configura ato obsceno a prática de topless em locais próprios para banho. Segundo Hildo Rocha um episódio ocorrido no Espírito Santo envolvendo duas mulheres que foram presas por estar sem a parte superior do biquíni inspirou sua proposta.
“Eu achei aquilo um absurdo. Inclusive as mulheres foram algemadas. Achei que era fake new. Mas a partir dali pesquisei e vi que dos 193 países do mundo, apenas seis países ainda prende mulheres apenas por que banham sem a parte de cima do biquíni. É o Brasil mais cinco”, descreveu o deputado.
Para o deputado Pastor Gil, a proposta do colega de bancada não tem sintonia com a realidade. “Estamos vivendo um momento delicado, um contexto infeliz de guerra no mundo. O Brasil tem sua própria guerra contra a corrupção, o crime organizado, a violência, a falta de saúde e educação, enfim. O que espero é que os brasileiros se concentrem em questões que realmente importam para melhorar a vida de toda a sociedade.