PM e vigilante acusados de assassinar três jovens têm julgamento adiado

Eles seriam julgados nesta terça (14) em São Luís

Foi adiado para o dia 22 de fevereiro o julgamento, no 2º Tribunal do Júri de São Luís, do policial militar Hamilton Caíres Linhares e do vigilante Evilásio Lemos Ribeiro Júnior, acusados do assassinato de três adolescentes, no dia 3 de janeiro de 2019, no Coquilho, situado na zona rural de São Luís. Eles seriam julgados nesta terça-feira (14).

Segundo o Tribunal, o adiamento ocorreu a pedido da defesa do policial. O advogado Alan Pinheiro argumentou que a mãe dele estaria internado e, por isso, ele não teria condições de atuar no júri nesta data. O pedido de adiamento foi protocolado na noite de segunda-feira.

Os jovens assassinados foram identificados como Gustavo Feitosa Monroe, de 18 anos; Joanderson da Silva Diniz, 17 anos; e Gildean Castro Silva, de 14 anos. O julgamento começa às 8h30 e será presidido pelo juiz Gilberto de Moura Lima. Na acusação, atuará o promotor de Justiça Rodolfo Reis.

O CRIME

Os três jovens foram assassinados em uma região de mato no bairro Coquilho, zona rural de São Luís. A princípio, segundo a polícia, todos foram mortos por arma de fogo com tiros na nuca. A primeira suspeita é de que vigilantes de uma área de construção da região teriam cometido o crime.

Joanderson da Silva Diniz, 17 anos; Gustavo Feitosa Monroe, 18 e Gildean Castro Silva, 14 anos, foram encontrados mortos na zona rural de São Luís — Foto: Montagem/G1 MA

Os jovens assassinados foram identificados como Gustavo Feitosa Monroe, de 18 anos; Joanderson da Silva Diniz, 17 anos; e Gildean Castro Silva, de 14 anos. Segundo familiares, eles foram vistos pela última vez em uma área de construção de casas do 'Minha Casa, Minha Vida' que está sendo realizado na região.

Após buscas, os parentes encontraram os corpos dos adolescentes. Depois do caso, moradores se revoltaram e incendiaram dois ônibus que fazem o transporte dos funcionários das construtoras da obra.

A população também incendiou o setor administrativo dos condomínios, quebraram portas, janelas e pias das casas que estão sendo construídas. Por fim, moradores ainda bloquearam ruas do bairro com galhos para impedir a passagem de veículos.