Policiais no MA são afastados após matarem jovem que fez post sobre Lázaro

Polícia Civil abriu um inquérito para apurar o caso e a conduta dos agentes.

O comando da Polícia Civil no Maranhão anunciou que afastou os três agentes que participaram da morte do jovem Hamilton Cesar Lima Bandeira, de 23 anos, na última sexta-feira (18), em Presidente Dutra. 

Ele tem transtornos mentais e fez uma postagem desejando "boa sorte" a Lázaro Barbosa, assassino procurado há 12 dias em Goiás.

Postagem de Hamilton desejando 'sorte' ao Lázaro levou policiais até sua residência, em Presidente Dutra — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Postagem de Hamilton desejando 'sorte' ao Lázaro levou policiais até sua residência, em Presidente Dutra — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Por conta da postagem, três policiais civis da Delegacia de Presidente Dutra foram até a casa de Hamilton e efetuaram dois tiros contra o jovem, que morreu no hospital. 

O delegado de Presidente Dutra, César Ferro, disse que o jovem ameaçou os policiais com uma faca. Já a família contesta essa versão.

O FATO

De acordo com a Polícia Civil, além de enaltecer Lázaro, o jovem teria feito mensagens ameaçadoras nas redes sociais, e divulgado fotos contendo uma faca, "dando a entendre que faria algo semelhante".

Hamilton Cesar Lima Bandeira, de 23 anos, foi morto por policiais por estar fazendo ameaças e apologia ao crime.  — Foto: Arquivo pessoal

Hamilton Cesar Lima Bandeira, de 23 anos, foi morto por policiais por estar fazendo ameaças e apologia ao crime. — Foto: Arquivo pessoal

Quando as equipes da 13ª Delegacia Regional de Presidente Dutra chegaram à casa do suspeito, a conhecida companhia de um idoso de 90 anos.

Segundo a Polícia Civil, o homem não atendeu a ordem policial e tentou atacar a equipe. 

“Diante da situação apresentada, teve (policiais) que efetuar disparos de arma de fogo contra o rapaz”, destacou a unidade policial em nota.

O suspeito chegou com vida ao Hospital Regional de Presidente Dutra, mas não resistiu aos ferimentos. 

Do outro lado, a família da vítima garante que o jovem não estava armado no momento da ação, não era perigoso e sofria de problemas mentais.