Pré-candidatura de Maranhãozinho é alvejada pelas investigações da Polícia Federal

Deputado federal que disse estar sendo vítima de perseguição pela fermentação de sua candidatura se defenderá em live

O deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL), pré-candidato ao governo do Maranhão nas eleições do ano que vem, promete esclarecer sobre as acusações que vem pesando sobre ele na imprensa nacional em sua habitual live da segunda, ao lado da esposa e deputada estadual Detinha (PL).

Em nota distribuída no fim de semana, o parlamentar disse a Polícia Federal vem sendo usada para fins de perseguição polícia. Para acompanhar sua defesa, o deputado convocou o advogado Joelton Spíndola.  

O deputado é acusado de desviar recursos de emenda parlamentar na ordem de mais de R$ 15 milhões destinados à saúde em municípios maranhenses. Empresas ligadas ao deputado, como a Águia Farma, Med Shop e Atos Engenharia teriam sido beneficiadas com contratos sem licitação. A PF vem monitorando saques nestas empresas desde 2020 e constatou que o caminho do dinheiro passava pelo escritório de Maranhãozinho. Há vídeos constando a movimentação da dinheirama.

Em um primeiro momento, o deputado insinuou que a saraivada de denúncias se deve a seu extraordinário crescimento nas intenções de votos mensurada por pesquisa realizada pela Escutec. O instituto tem histórico de acertos em levantamentos eleitorais. Em relação a Maranhãozinho seu crescimento disparado na última pesquisa inflou sua pré-candidatura sempre colocada em dúvida quanto à permanência.

Rompido com o governo Flávio Dino onde ocupou a Secretaria de Estado da Agricultura com sucessivas substituições de indicados, o deputado Maranhãozinho enxergou digitais do grupo político do governador. Tentou com isso jogar uma nuvem de fumaça em torno do seu principal desafeto, o deputado federal Aluísio Mendes.

O deputado do PSC desfruta de grande prestígio junto ao presidente Jair Bolsonaro. Disputa a indicação e liberação de emendas com Maranhãozinho, a quem não poupa de definições ligadas ao submundo.

O deputado Josimar Maranhãozinho corre o risco de ser obrigado a abandonar seu projeto majoritário e ainda se enredar em processos por peculato, lavagem de dinheiro, organização criminosa e fraude em licitação.