Três mulheres passam a chefiar o Executivo estadual no país
Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte têm governadora no comando
O Brasil tem agora três governadoras. Antes das alterações por conta da desincompatibilização exigida pela lei eleitoral, das 27 unidades da federação do país, apenas uma era comandado por uma mulher: o Rio Grande do Norte, que tem como governadora a pedagoga e política Maria de Fátima Bezerra (PT).
No Ceará, com a renúncia de Camilo Santana (PT), que vai buscar uma vaga no Senado, assumiu Izolda Cela (PDT), a primeira mulher a comandar o governo do estado de maneira efetiva. Professora e psicóloga de 61 anos é formada pela UFC (Universidade Federal do Ceará) e é mestre em Gestão e Avaliação da Educação Pública pela UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora). Vice de Santana desde 2014 e coordena programas como o Ceará Pacífico, voltado para a prevenção à violência. Cela começou a sua carreira política em Sobral, e ocupou cargos como o de secretária de educação da cidade. Ela também é pré-candidata ao governo estadual.
Regina Sousa (PT), 71 anos, assume o governo do Piauí com a saída de Wellington Dias (PT), que concorrerá ao Senado. Quadro histórico do partido no estado – ela foi presidente da legenda estadual por seis vezes – Sousa é formada em Letras pela UFPI (Universidade Federal do Piauí) e também trabalhou como bancária.
Assim como Izolda Cela, a governadora do Piauí é a primeira mulher a governar o estado de forma efetiva. Ela também já havia sido pioneira entre as políticas do Piauí ao assumir uma vaga no Senado entre 2015 e 2018. Uma das pautas mais caras da governadora é a social – Regina Souza coordena o PRO Piauí Social, que beneficia quase 4 mil famílias em extrema pobreza no estado.
Percentualmente as mulheres representam 52% do eleitorado brasileiro, mas ocupam apenas 15% das cadeiras na Câmara dos Deputados. No Senado, a bancada feminina, de 12 senadoras, representa também 15% das cadeiras. Em um governo estadual, o Brasil viu uma mulher apenas em 1982: Iolanda Fleming, eleita vice-governadora do Acre, e que assumiu o governo em 1986 após o titular Nabor Júnior deixar o cargo para disputar o Senado. A primeira governadora mulher eleita foi Roseana Sarney, em 1994, no Maranhão.