Washington Oliveira: "TCE-MA vai acompanhar execução de orçamento nos municípios em tempo real"

Conselheiro concedeu entrevista à Central de Notícias.

Com objetivo de melhorar a transparência da execução orçamentária dos municípios e estado, o Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-mA), vai implantar um sistema onde acompanhará toda a aplicação dos recursos do erário.  O novo instrumento de controle foi anunciado pelo presidente do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão, conselheiro Washington Oliveira, durante entrevista à Central de Notícias para o Jornal da Manhã.

“Vamos acompanhar em tempo real a execução do orçamento de todos os municípios maranhenses”, destacou o conselheiro. No mês de junho, o TCE-MA realizará um grande seminário para o qual está convocando todos os gestores. Nesse evento, serão repassadas orientações com objetivo de democratizar normativas. 

Segundo o presidente da Corte de Contas, a falta de conhecimento é o principal causador de ações de improbidades. ‘“Não podemos deixar de dizer que também tem os maus gestores, com má intenção que realizam determinadas ações ilegais”, enfatiza Washington Oliveira. No entendimento do presidente, as informações coletadas pelo TCE-MA têm servido de instrumentos para os órgãos com poder de polícia para conter desvios.

Para ter quadro suficiente e eficaz na fiscalização, o Tribunal de Contas do Estado vai realizar concurso público para seleção de pessoal de tecnologia. “Essa é uma área fundamental para o pleno exercício de nosso trabalho, de acordo com o momento que vivemos no mundo, no país e no Maranhão, especialmente”, destacou o presidente da Corte de Contas.

O conselheiro informou que está sendo reorganizada a escola de contas, com objetivo de promover a capacitação de pessoal. Como medida de reforço da capacitação dos servidores do TCE-MA e assessoria dos municípios foi firmado acordo de cooperação técnica com Instituições de ensino superior públicas e privadas. 

Segundo o conselheiro Washington Oliveira, esta semana o TCE determinou a suspensão de várias licitações em andamento em três grandes municípios maranhense, após detecção de problemas. “Era uma empresa só atendendo os três, já considerada pelo Ministério Público como organização criminosa”, relatou o presidente.